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26
Fev14

Milionário à força

por oladolunar



Parece-me que descobri, finalmente, como tornar ferro em ouro. Criei um blog há dois ou três dias e fiquei milionário. Na cabeça de alguns,pelo menos. Fartei-me de explicar e clarificar conceitos, aproximando-os da realidade mas em vão. Mexi no ninho das vespas e poderia ter-me picado se tivesse a carapaça menos dura. A cabeça essa é quase de Metal. Fiz 8 concertos nos últimos 3 anos em Portugal, contribuindo, talvez, para a necessidade de intervenção da Troika em Portugal, já para não falar dos meus amigos que são donos de Portugal e multimilionários sem eu alguma vez ter reparado. Emiti uma opinião que é o mesmo que atacar e ferir de morte alguém. Até versos psicopatas me fizeram. Obrigado pelo retrato tão feio de um país tão bonito.

Não ficaremos por aqui mas foi, sem dúvida, esclarecedor. Não ficaremos todos amigos, nem viveremos felizes para sempre mas a lição de maledicência engarrafada em palavras, a teimosia a qualquer preço e a aritmética dos frustrados permite-me saber melhor em que país vivo. Felizmente só apareço em público para tocar e delapidar os contribuintes com a minha arte barulhenta 2,6 vezes por ano. Assim não tenho de vos mentir tanto.

Resta-me agradecer pelo reality-check e por me terem ajudado a perceber porque emigram as pessoas. Perto de muitos de vocês os nossos políticos são até boa companhia. Portugal é isto. Mas também é aquilo. E se estamos onde estamos é devido à nossa mentalidade que se baseia na mais alta desconfiança, desrespeito, manipulação e mentira, qualidades que muitos dos nossos políticos esbanjam, e que muitos dos que arrasaram aqui alguma tentativa de discussão, também espalham vaidosamente pelas ruas, pelos cafés, pelos blogs. Mas nem assim me vou embora pessoal, vou só tirar uns dias para respirar e começar a abordar novos temas.

What a ride!


1 comentário

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Paula Simoes 26.02.2014

Talvez o Fernando tenha escrito o primeiro post a quente, talvez não tenha explicado bem aquilo que queria dizer, mas a verdade é que, tanto o seu primeiro post, como o segundo, têm incongruências, que o cidadão de hoje facilmente consegue verificar.

Quando diz, no primeiro post:

"Nunca contámos com qualquer tipo de benesse ou *ajuste directo*, nem com *homenagens* ou facilitismo dos poderosos."

O cidadão dirige-se à página dos Ajustes Directos do BASE:
http://www.base.gov.pt/base2/html/pesquisas/contratos.shtml?tipo=1

Escreve Moonspell na caixa de pesquisa e verifica 8 ajustes directos entre 2009 e 2013.

Ou faz uma pesquisa no Google e facilmente encontra pelo menos duas homenagens aos Moonspell, feitas pelos CTT e pela SPA. (a não ser que as homenagens a que se refere tenham de ser feitas exclusivamente por poderosos).

Quando diz, no segundo post:

" É para fazer essa triagem que existem vereações culturais, organismos como a EGEAC e por aí fora que operam fora da lógica do ajuste directo"

O mesmo cidadão que foi ao BASE, verifica que um dos ajustes directos (o mais elevado até) é precisamente feito pela EGEAC.

Quando o Fernando diz tudo isto num tom de quem acha que não foi devidamente acarinhado, cita um conjunto de situações que diz não terem ocorrido e o cidadão verifica que alguns (como os ajustes directos, independentemente de um ajuste directo ser justo ou não, ou homenagens) ocorreram, é natural que os cidadãos fiquem zangados...
Mas como o Fernando já fez saber que também está zangado com os portugueses, não há-de vir daí grande mal ao mundo...


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