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Sobre a emigração de Fernando Tordo: temos pena. Será que temos?


Ando há vinte e um anos a trabalhar no duro com uma banda. Fazemos tours, non stop, desde 1995. Gerámos dinheiro sim, somos criativos e temos público, actualidade e pertinência. Felizmente. Trabalhamos para isso. Nunca mas nunca tive um estilo de vida e as posses que muitos artistas Portugueses tiveram e continuam a ter. Eu sei, já fui à casa de muitos. Tenho um carro velho. Como restos do jantar de ontem, quando trabalho em estúdio, não vou todos os dias ao restaurante, nem pensar.

Nunca tivemos apoios, nunca os pedimos.Arte é independência! Não nos queixamos, trabalhamos.Não fazemos birras, agimos. Nunca contámos com qualquer tipo de benesse ou ajuste directo, nem com homenagens ou facilitismo dos poderosos. Nunca tocámos para partidos e sempre nos mantivemos longe da politica. Este país é o que queremos? Não. O que merecemos? Não. Mas, é o que amamos? Sim. Este Governo é mau? Ė! Houve um melhor outrora? Não me parece. No único ano em que ganhei dinheiro a sério com a música em Portugal (Amália Hoje), a carga fiscal e um erro na Segurança Social retiraram-me por completo qualquer lucro que tenha tido. Irei a tribunal e, esperarei dez anos, talvez, para recuperar o que por lei é meu mas que deixa de valer quando a ordem é cobrar, mas não fugirei do meu posto, nem de reclamar os meus direitos.

Boa sorte no Brasil, onde os artistas Portugueses são tão mais acarinhados que cá e onde os Portugueses sempre quebraram recordes de vendas e de bilheteiras. O Brasil adora a cultura Portuguesa, daí o sucesso do Portugal artistico nessas terras. Estão a brincar comigo ? Regressei agora de uma tour por toda a América do Norte, da qual muitos artistas Portugueses fugiriam devido à sua dureza. Tocámos para muita gente, tocámos para pouca gente, mas tocámos. Não ganhei um tostão, foi tudo investido.Sim pagámos técnicos, cordas de baixo, taxis, bilhetes de avião, hoteis, tourbus,vistos de trabalho, impostos you name it. Nada disto é dedutivel segundo as nossas leis. Para o ano estamos de volta. E chego a Portugal para ouvir e ler queixas, vitimizações, polémicas, quando na verdade se trata de uma decisão pessoal, livre, sem coação. Mais valia, na minha opinião, terem dedicado todo esse espaço e atenção à nossa tour que foi real, vivida e sofrida sem queixume ou solidariedade do povo ou media. Estou no avião mais zangado com os Portugueses que com Portugal.

Aliás, não vejo a hora de chegar.

nota: fico com pena dos familiares de Fernando Tordo, especialmente do filho João que conheço, estimo e cujos livros comprei e paguei. Simpatizo e entendo, como ninguém, a ausência. Mas esta é uma realidade de milhares de Portugueses. A minha realidade inclusive, já que não vejo o meu filho Fausto e a minha mulher Sónia há mais de um mês. Quando ele tinha 18 dias fui em tour. Quando ele deu os primeiros passos, estava fora. As primeiras palavras, também. Ninguém é mais que ninguém nas saudades. Ninguém é especial no sofrimento.

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123 comentários

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De Marco a 25.02.2014 às 14:14

Thumbs up! \m/ \m/
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De claudio cerejeira a 26.02.2014 às 09:11

Fernando, bem hajam as tuas palavras sobre essa figura que é mais uma entre muitas que passam a vida a queixar-se e que o melhor é mesmo virar e ir embora pois de bom para Portugal pouquissimo trouxe a não ser para uma classe de intelectualoides recaucados com a queda do regime estalinista!! Sobre os Portugueses, a muito que digo que se perdeu os reais valores em que os nossos antepassados eram imbuidos e que acreditavam como Povo, Tradição e cultura! Agora os valores são o egoismo, capitalismo e o consumismo desenfreado e esta é a maior causa da degradação do nosso pais e da entrega do nosso pais ao sistema monetario internacional!!
Abraço e tudo de bom para ti e beijo a sonia (que tambem conheci) e tudo de bom para o vosso filho que de certeza sera incutido de valores correctos!
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De Maisum a 27.02.2014 às 14:53

Claudio Cerejeira é curioso pois os valores que ataca são exactamente aqueles que durante toda a sua vida Fernando Tordo e outros como ele criticaram e contra os quais lutaram e os ideais que tanto lemanta estarem perdidos são exactamente os enaltecidos e aqueles pelos quais Fernando Tordo e outros como ele lutam. Você partilha com Fernando Tordo muito mais do que pensa. Mas a alergia ao vermelho impregnada na memória colectiva do senhor não lhe permite ver o quanto deve a pessoas como Fernando Tordo e outros como ele. Com a barriga cheia é fácil esquecer quem ajudou a pôr o prato na mesa!
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De cardoso a 26.02.2014 às 16:17

cerejeira segue os passos. liberdade de opinião não é crime. crime sim é omitir. o tordo tem o direito de dizer o que lhe vai na alma o ribeiro deve tocar uns viras miudinhos e o cerejeira manda beijos á mulher que conhece. tudo bem,o cerejeira não é genio e está dito no seu texto.
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De Bruno a 03.03.2014 às 16:59

Enquanto andamos a discutir uns com os outros quem é que tem mais moral ou menos moral para sair do país ou de quem foi o culpado da crise, os banqueiros vão ficando cada vez mais ricos, com mais controlo e poder. Sim.. continuem a discutir, continuem a opinar e a fazer inimigos.. o sangue azul agradece! Se fizessem todos o mínimo de investigação e tivessem alguma curiosidade sobre o que é realmente esta vida já estariamos todos muito mais unidos! Toda a gente tem uma opinião e toda a gente ficará refém de uma ditadura global, um planeta orwelliano para todos.. continuem sem atacar as sociedades secretas, os media e o sistema financeiro, continuem a aceitar que fomos feitos para trabalhar sem salário e sem direitos para alimentar o 1%.. eles estão muito agradecidos! ........... O que despoletou a crise global não foi o tuga não pagar o empréstimo da casa.... por favor! Os bancos nunca ficaram a perder, talvez os pequeninos, os monstros do banco central europeu e da reserva federal dos estados unidos estão bilionários e a comprar dívidas de países e empresas do estado a preço da chuva, eles já compraram os media, já compraram governos e o povo.. é apenas mercadoria! Investiguem fora da televisão e vão ver um mundo muito diferente daquele para que foram formatados! Não é à toa que os programas televisivos se chamem "programas"... só servem para programar o cérebro.. com dogmas, conceitos, opiniões, ódio, a televisão ensina-nos o que comer, o que não comer, o que vestir, onde poupar dinheiro, onde gastar, como pensar, ensina-nos que o mundo é como eles o mostram.. ensina-nos a andarmos divididos e a discutir as opiniões dos outros e as acções dos outros! Continuem a discutir.. continuem.. é da maneira que isto continua a piorar para todos nós e a melhorar para quem já está imortalizado no topo da piramide!
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De Hugo7 a 25.02.2014 às 14:15

Quem corre por gosto não cansa, e de facto tu e a tua banda são um exemplo disso. Contra tudo e contra todos tem conseguido manter o vosso estilo, e cimentar cada vez mais a vossa carreira! Deu e dá trabalho, imagino que sim, só vejo o resultado final em disco e nos concertos, e nas noticias que vou acompanhando regularmente!
Conheço a vossa história, sou da Amadora, e acompanhei as coisas de perto, e é um orgulho saber que levam o nome de Portugal bem longe!
Um eterno fâ!

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De Nuno In Vino Veritas a 25.02.2014 às 14:41

Eu não tenho pena do Sr. Tordo. Uma reforma de "200 e poucos euros" é insuficiente? Obviamente que é. Mas será que todas as suas bilheteiras pagaram impostos? A culpa não é só do Sr. Tordo. Também não podemos responsabilizar inteiramente o sr. Passos Coelho ou o Sr. Sócrates. Todos nós contribuimos para a crise que se instalou - aquele emprego em que aceitámos receber «por fora», aquela conta da oficina que ficou mais barata porque abdicámos da factura, aquela baixa médica que pedimos ao nosso médico, etc.... Fomos os maiores. Vangloriámo-nos destes feitos. Lixamo-nos. Escavámos um abismo (TM). Agora estamos a ser puxados para fora desse abismo com uma corda no pescoço. Dói, sufoca, mas não nos queixemos.
A emigração é um mar de oportunidades e uma oportunidade única de abrir horizontes. Custa no ínicio mas depois passa. É difícil viver longe dos nossos queridos? É, e muito. Custa-me não ver o meu sobrinho a crescer, não ver os meus país a envelhecer.... Já há 8 anos que vivo fora de Portugal. Podia ter ficado em Portugal a ameaçar que me ia embora, ou então podia ter pedido subsídios, ou podia mesmo ter aberto uma fundação (na altura ainda havia financiamento), mas não. Vi que as coisas não estavam bem, e fiz-me à estrada. Guardei as lágrimas, apenas para chorar de alegria quando vou a Portugal e abraço aqueles que amo.
[Sobre a responsabilidade dos políticos na crise podemos falar num outro post]
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De Valter a 25.02.2014 às 19:19

Concordo com tudo o que foi dito no post em questão, mas que fique bem assente que nem todos os portugueses "escavaram o abismo" de que fala, e muitos, sem terem culpa nenhuma, estão a pagar mais do que os que o escavaram. É essa a génese do conflito. Já dizia o outro: "Sei que pareço um ladrão / Mas há muitos que conheço, / Que não parecendo o que são / São aquilo que eu pareço" .
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De Baco a 26.02.2014 às 11:33

Uma pequenina glosa ao seu nick (já que o post do João Tordo o transtornou: a emigração é um mar de oportunidades e uma oportunidade única de abrir horizontes, ai sim? Custa no ínicio mas depois passa?...). Deixe-me que lhe diga que a sua argumentação é típica dos indígenas da Tugaland (dos nómadas mas indígenas) e do desamor de que o João fala e bem. Nota final: e não, por mim deixe-se estar de copo na mão e não diga + nada porque os seus parêntesis no fim podem ser entendidos como uma ameaça.

De Nuno In Vino Veritas a 25.02.2014 às 14:41
Eu não tenho pena IC do Sr. Tordo. IC IC Uma reforma de "200 e IC poucos euros" é IC insuficiente? Obviamente que IC é. Mas será que todas as suas IC IC bilheteiras pagaram ICimpostos?
[...]
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De João Gomes a 03.03.2014 às 16:48

"Todos nós contribuimos para a crise que se instalou"... Como disse? Acha que "todos" os portugueses são aldrabões? Eu e muita gente que conheço nunca contribuiu para esta crise. Nunca recebi dinheiro por fora, nunca pedi baixas fraudulentas. Se calhar fazia-lhe bem mudar de companhias.
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De João Esteves a 25.02.2014 às 14:53

Olá Fernando.

Muito foi dito nas redes sociais sobre a ida do Fernando Tordo para o Brasil. Gerou-se uma enorme comoção em torno da sua partida, como se Portugal estivesse a abandonar um dos seus filhos mais queridos. Mas o que muitos esquecem é que todos nós, portugueses, somos filhos de Portugal, todos nós representamos Portugal. Nós somos o seu esqueleto, o seu sangue, a sua alma, a sua essência, o seu abismo. A meu ver, o Fernando Tordo foi embora, não por necessidade, mas talvez por sentir que tem mais oportunidades no Brasil. Não o censuro por isso, mas como dizes e bem, ninguém é especial no sofrimento. Não dramatizemos esta situação. Há muitos outros artistas portugueses que partem em busca de reconhecimento e de melhores condições de vida, em busca dos seus sonhos, às vezes deixando para trás a sua família e os seus amigos, como é o teu caso com os Moonspell, que eu tanto admiro e cuja música faz parte da minha vida há muitos anos. A arte será porventura a última oportunidade do Homem para encontrar um sentido para a sua existência. Não valerá a pena lutar por isso?

Um abraço
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De k. a 25.02.2014 às 16:15

Enquanto "expatriado" em Inglaterra, sempre me irritou a "apologia do emigrante". Que quem emigra é um corajoso que vai para longe, porque Portugal é mau.

Tretas.
Quem emigra, faz por questões práticas - mesmo que seja de sobrevivência, não deixa de ser uma decisão prática. Assim como ninguém é corajoso por fugir se a sua casa pegar fogo...
Quem emigra não é mais inteligente, mais trabalhador, ou "melhor". É tão inteligente como quem fica. Tão trabalhador e bom, não mais. Ou devemos assumir que os amigos e familia que deixei são estúpidos? E quando eu voltar a Portugal, é porque sou estupido?


Portugal tem defeitos, falhas, criadas por nós e pelas circunstâncias. Mas francamente, exceptuando os morangos e as salsichas, não há nada em Inglaterra que seja melhor. Há muitas coisas boas por aqui é certo, mas Portugal é mais.. luminoso. A nossa Alma Mater, é claro!
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De Rui a 25.02.2014 às 21:52

Tem toda a razão. O governo diz que as pessoas emigram para tentarem novas oportunidades, arriscar e abrir novos horizontes, como diz um comentador mais acima. Tretas. Convém ao governo e seus apoiantes dizerem isso. As pessoas emigram porque precisam de sobreviver. Estão a emigrar pessoas com 40 e 50 anos, deixando cá os filhos, perdendo o seu crescimento e a sua educação. As pessoas queriam ficar cá, ao pé da sua familia. Qual "coragem", qual quê? É mesmo porque aqui não podem fazer pela vida.
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De Alcino a 26.02.2014 às 12:18

Hahaha, bom comentário, k. É voz corrente, em certos meios, que os emigrantes são "empreendedores", do tipo: corajosos, partem à aventura, para novas experiências, arriscando. Diz-se que Portugal não está mal, os emigrantes é que partem à procura de novas experiências... É óbvio que não se trata de coragem, mas sim de necessidade.
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De Miguel a 26.02.2014 às 17:50

Tem razão: essa é a razão porque as pessoa emigram. Ninguém é mais ou menos estúpido, melhor ou pior.
Só não tem razão numa coisa: não é só morangos e salsichas, também é a comida indiana, o SNS (NHS) totalmente gratuito, universidades de topo (se bem que muito caras, infelizmente), melhores salários, melhores condições de vida, menor fosso entre ricos e pobres, ... e a imensa variedade de local ales. Mas também há muita coisa que é melhor em Portugal.
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De Pedro a 25.02.2014 às 17:45

O que me espanta é que o Fernando não tenha capacidade de perceber que esta história do Fernando Tordo é apenas um sintoma daquilo que é a realidade do país...

Até aceito que esteja chateado com o fenómeno, a mim também me chateia, porque, infelizmente, é a dura realidade de milhares de Portugueses, aliás, apesar de tudo, Fernando Tordo está muito melhor que muitos Portugueses, mas dai a dizer que a arte e a cultura não devem ser objeto de fomento por parte do estado, vai um passo muito grande.

Não sei o que lhe deturpa a visão, mas espero que saiba que neste momento em Portugal muita gente não pode pagar os seus concertos, por muito que os queira ver. É isso que quer?

Vou-lhe contar uma história acerca dos apoios do estado (normalmente através das autarquias) à cultura (à musica em particular). O trabalho das autarquias democratiza o acesso à música em Portugal. Concertos que a maior parte das pessoas não teria possibilidade de pagar para ver, e que se fossem pagos, teriam 50 ou 100 pessoas, são disponibilizados gratuitamente e têm 5000 pessoas a assistir. Se acha que esse papel não deve caber ao estado, então temos concessões diferentes daquilo que é o papel do estado, o que aceito perfeitamente.

Termino a dizer-lhe o seguinte. Não é assim tão verdade que nunca tenha tido ou beneficiado de qualquer benesse ou ajuste direto do estado. Por quantas autarquias foi contratado para tocar com os Amália Hoje? Quanto apoio já teve da rádio e televisão pública para os Moonspell?

Não quero que entenda este meu comentário como um ataque, mas antes como a exposição de um ponto de vista diferente sobre o que se passa em Portugal neste momento.

Bem haja pelo brilhante trabalho em prol da música e da cultura, mas deixe-me que lhe diga que fica uma mágoa por esta sua posição, que revela uma falta de sentimento enorme pelos seus pares, pela música e pela cultura portuguesas.
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De Pedro a 26.02.2014 às 01:43

Considero que os concertos gratuitos são o cancro da nossa música. É o que permite o sucesso de tanta coisa muito má, em deterimento de outras talvez melhores. Essa aferição deveria ser feita pelo público. Mas, pelo público pagante, pelos que estão dispostos a pagar pela música que consomem! Não pelos que comem tudo o que lhes é dado de borla...
Poderei parecer demasiado radical, mas, por mim, os concertos gratuitos, em espaços sem controlo de entradas, seriam proibidos. Nem que fosse por 1€, deveria ser sempre obrigatório pagar bilhete. E concertos com playback, total ou parcial, teriam que ter obrigatoriamente um símbolo legal chapado nos bilhetes, cartazes e todos os elementos promocionais. Idem para as actuações em playback na televisão.
E depois, quem não tivesse público disposto a pagar pelos seus discos e pelos seus espectáculos, passaria à história. E deixaria de se desbaratar tanto dinheiro a troco de populismo. E passaria a haver mais dinheiro disponível para contratar os artistas que verdadeiramente têm público consciente/pagante, como o faz qualquer promotor, sala, ou evento privado.
Salvo raras excepções, o que se passa com a programação de festas, auditórios, centros culturais e afins, nas mãos de autarquias ou empresas municipais (que de "empresas" nada têm) é uma verdadeira vergonha, sem qualquer critério, que apenas serve para continuar a alimentar um monstro com muitas panelas.
Por isso, apesar de não ser especial apreciador do género musical dos Moonspell, conheço bem o seu trabalho desde o início da sua carreira, sempre os admirei pelo seu percurso e, particularmente, ao Fernando Ribeiro pela sua postura.
Neste post apenas deu uma demonstração de lucidez e bom senso, perante este caso que tem tanto de inaudito como de anedótico e lamentável.

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De Vilas a 27.02.2014 às 12:14

Tudo o que é de borla é desperdiçado!
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De joao a 27.02.2014 às 16:22

Tudo o que se faz neste país é subsidiado, direta ou indiretamente.
Quando uma empresa privada contrata os Moonspell ela recebe beneficios fiscais, ou seja, vai pagar menos impostos ou seja são subsidios indiretos...
Se não houvesse tantos ajustes diretos como as camaras municipais o fazem quando contratam os Moonspell, estes só tocavam em Lisboa e Porto porque no resto do País mesmo em cidades médias quase ninguem dava dinheiro por um bilhete para ir ver Moonspell, percebes Ribeiro... Tinhas uma centena de gajos a verem-te!!
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De Equipa SAPO a 25.02.2014 às 17:47

Boa tarde,

O seu post está em destaque na área de Opinião da homepage do SAPO.

Atenciosamente,

Catarina Osório
Gestão de Conteúdos e Redes Sociais - Portal SAPO
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De Henrique Freitas a 25.02.2014 às 17:56

Posso dizer com prazer e orgulho que contribuí para que pagassem técnicos e músicos (e as cordas do baixo do Aires).
É uma opinião que partilho, Fernando, a expressão não é minha mas concordo da mesma: não temos o país que merecemos, temos o país que consentimos.

PS: Obrigado pelo espectáculo que deram aqui no Funchal. Ouvir o Opium (entre muitas outras) ao vivo foi algo de extraordinário. E acredita que pensava exactamente nessa saudade que era estar tanto tempo longe do Fausto e da Sónia. Confesso que estar assim tanto tempo afastado me daria vontade de não ir.
Votos de felicidades e sucesso. Grande abraço.
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De mors a 25.02.2014 às 18:44

Caro Fernando.

Vou aos teus concertos, compro a tua música, divulgo o teu trabalho a quem conheço. E é assim que ter que ser a arte. Do artista para o público, do público para si próprio.

Felicidades !
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De toni a 27.02.2014 às 16:24

Se fosse assim tinham de comer broa todos os dias...
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De João. a 25.02.2014 às 18:55

Um post em que o autor chora-se todo enquanto tenta sugerir que, ao contrário de outros, não se chora. Parece-me um texto e uma atitude pior do que a que critica.
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De Anónimo a 26.02.2014 às 14:03

Vai encher-te de moscas...
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De Ju a 26.02.2014 às 17:20

Concordo!!!
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De Anónimo a 27.02.2014 às 13:53

Que estúpido comentário, João!
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De Ana Monteiro a 28.02.2014 às 20:28

Concordo plenamente com as palavras de Fernando Ribeiro e para não ser acusada como ele está a ser de chorar durante a crítica,digo apenas o seguinte: qualquer português que queira dignificar o país e a sua nacionalidade, tem muitos mais motivos para estar zangado com os portugueses do que com Portugal (não esqueçam, entretanto, que ao vivermos numa democracia temos o Portugal que escolhemos - já os portugueses que quereríamos....)
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De Faustino a 03.03.2014 às 18:46

"Parece-me um texto e uma atitude pior do que a que critica."

É isso mesmo, João.
Por muito que custe aos fãs, é isso mesmo.

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