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26
Fev14

Ajuste directo

por oladolunar
Existe no nosso país um círculo, que nada tem de virtuoso, alimentado pela falácia, ignorância e pela convicção de que todos estamos pior do que o vizinho do lado. Uma espécie de inversão do ditado que diz que a relva é sempre mais verde do outro lado da cerca.Aqui, há sempre mais lama e ela é sempre mais negra no nosso quintal. Outra coisa, de que são sintomáticas algumas das reacções ao meu post anterior, é que cada vez que alguém emite opinião em Portugal, esta é imediatamente rotulada como uma espécie nova ou repetida de queixume, nivelando por igual quem opina, através de uma óptica de pobreza quase fascista. O facto de haver sempre alguém em pior estado do que o sujeito ou o objecto do assunto é, para muitos, razão suficiente para a interrupção total do pensamento e da sua comunicação, algo, para mim, profundamente tacanho e atroz. Se essa lógica tivesse imperado, não teriam existido pensadores, apenas um grande formigueiro humano, procurando sustento e não admitindo falatório.

Sabia perfeitamente que ao iniciar este blog com este tema faria com que essas engrenagens funcionassem, pois, como pouca coisa em Portugal, elas são infalíveis no seu superior juízo e formação. Em todo o caso, e como houve ilações um pouco obscuras, queria tentar esclarecer um pouco certos utilizadores, sabendo perfeitamente que sem contar com a sua boa vontade, qualquer argumento será obsoleto. Gosto, porém ,de fazer coisas daquelas que valem o que valem e deixar esse valor ao critério de quem as lê.

Primeiro que tudo, parece-me que uma notável percentagem de quem aqui reagiu, possui um conhecimento acima do normal de como se opera no mundo da música e principalmente dos contratos entre as autarquias e as agências que vendem concertos. Faço já questão de concordar que porventura terão existido promiscuidades, como em qualquer negócio, mas, como em tudo na vida, é errado tomar a floresta pela árvore. O que sei de certeza é que músicos como eu e muitos outros, são permanentemente julgados através de uma perspectiva errada e falaciosa. Não vou perder tempo a explicar pura aritmética àqueles que ainda confundem facturar com receber, e que, munidos sabe-se lá de que omnisciência, eliminam todas as despesas que um músico ou uma banda possa ter para montar um espectáculo. Tal ignorância deve-se manter santa, imaculada e estúpida.

Mas tomemos um exemplo de uma actividade ou emprego qualquer cujos serviços são requisitados por uma autarquia. Há um contacto que foi antecedido de uma reunião entre responsáveis que por decreto popular ou administrativo, têm conhecimento da área que pretendem contratar. Em algumas ocasiões, até, a empreitada é de tal monta que vai a concurso público e é, por tal mecanismo, contratada. No caso dos concertos nem sempre isso acontecerá, obviamente. É para fazer essa triagem que existem vereações culturais, organismos como a EGEAC e por aí fora que operam fora da lógica do ajuste directo e fazem pura e simplesmente contratações que os agentes/bandas aceitam ou não, sendo em todo o mundo conhecido, que tanto Estado como particulares contratam artistas que estão no mercado, fazendo depois a utilização dessa contratação conforme entenderem. Claro que com dinheiro público a coisa pia mais fino, e muitas vozes se levantam, mas, na verdade, boas ou más, pertinentes ou gastadoras, só com uma má-fé incrível se pode confundir o charco imundo dos ajustes directos com empreiteiros, empresas de construção, concessionárias de auto-estradas e por aí fora com um concerto dos Amália Hoje em Albufeira. Meter tudo no mesmo saco? Não, obrigado.

Se um pasteleiro fizer bolos para abrilhantar uma recepção numa Câmara, ninguém, nem ele próprio, se questiona quem vai comer esses bolos, se vão sobrar, se vão ser gratuitos. Se for um artista musical a ser contratado, as pessoas puxam de uma preocupação ética que não se lhe reconhece , infelizmente, noutras situações meramente apoiadas no preconceito completamente assumido (até por vários comentários aqui deixados no blog) de que a Arte não é uma forma de sustento, evocando os tempos dos saltimbancos a comerem as sobras dos banquetes e a serem apedrejados pela plebe. Quer se queira, quer não a maioria dos Portugueses vê os artistas como parasitas do sistema, sem direitos a reivindicar ou a ter um espaço positivo na sociedade.

Muitas vezes os próprios artistas, no seu medo e vergonha de se exporem, ou no seu pensamento de que somos um bocadinho mais do que o homem da Carris, contribuem para esta maldosa mistificação, por isso, gostem ou não, fui e serei claro acerca das minhas ideias. Ser contratados por uma autarquia envolve um processo muito mais longo de negociação, com regras apertadas de orçamentos, facturação e pagamentos. É simplesmente triste que perdure a ideia do Presidente da Junta a pagar em dinheiro vivo ao artista, sem recibo, claro, com as mãos untadas de frango assado. Estamos em 2014 e existe uma rede competente de profissionais da música, caso ainda não se tenha reparado.

Outro exemplo, nas raras vezes que os Moonspell foram contratados por uma autarquia (e já agora, gostaria de ver esses documentos públicos de ajuste directo connosco, já que estão disponíveis) fizemos sempre a sugestão de ser cobrado um bilhete, pelo menos simbólico, já que pensamos que é um mau hábito as pessoas não pagarem nada para ver um concerto e que isso prejudica e muito a venda de bilhetes para concertos pagos. Quase nunca, ou nunca, foi esta sugestão aceite mas lá está compete-nos a nós regularizar esta situação? Em Portugal, concordo, este hábito está inscrito profundamente nas expectativas das pessoas e não minto ao dizer que há um público que paga (e os Moonspell tem mais representatividade junto deste que do outro) e outro que não paga mas isso define-se pelo interesse que cada um dedica à música e à Arte e aí sim entra a competição saudável para vender bilhetes e discos que se calhar, para sermos íntegros, devíamos simplesmente dar. Ah,esperem... os discos já são dados, ou melhor, roubados da Internet, tinha-me esquecido. E os Museus, uma rede sustentada publicamente não seriam um melhor exemplo de tendência para a "gratuitidade" que um espectáculo musical?

Adiante com outro esclarecimento: fui bem claro ao dizer que Arte é Independência. Para mim isto não é dizer que o Estado não deve fomentá-la. O que quero dizer é que os artistas, se se querem dedicar à sua Arte por completo, têm sempre de equacionar uma autonomia ou retorno financeiro, aplicando o mesmo rigor à sua criação e à maneira como a vai comunicar publicamente. Existe sempre um modo de chegarmos ao público e fazer com que se interessem pelo nosso trabalho e queiram contribuir financeiramente para ele. Falho redondamente ao pensar o que pode haver de errado com tal situação que faça com que tanta gente encare com escárnio esta transação.

Resumindo e antes de avançar com outros assuntos, devo apenas dizer que a minha opinião não mudou, apesar de alguns esclarecimentos. As convicções e as observações não se esfumam pelo rebate alheio. Vivi de perto (não envolvido) com muito "subsidodependentes" e vi a facilidade com que desbaratavam oportunidades e dinheiro, por terem a sobrevivência garantida. Não estou, nunca estive de acordo com o modo como os políticos tratam as Artes, mas, para mim, ser artista é procurar alternativas e nunca, mas mesmo nunca, contar com que os oligarcas entendam e paguem pelo que faço. Se há um sistema, os artistas obrigatoriamente estarão contra e não dentro desse sistema.

Não me parece também que tenhamos estar sempre a bater a pala aos que ajudaram a fazer Abril porque simplesmente nascemos depois. Sempre pensei que as liberdades de Abril eram para utilizar com gratidão e não para criar novas figuras tutelares. Não sou um chorão, embora goste dessa árvore e devolvo com total desprezo os ataques e bocas pessoais, essas sim motivadas por invejosa baixeza.

O mundo continua a girar e Portugal com ele. Não há tempo a perder e é altura de avançar. Podemos ficar a especular sem conhecimento de causa, a ser simplesmente raivosos e mais uma vez a especular onde as mulheres dos outros compram a roupa, podemos chamar queixinhas e chorões aos outros e depois massacrar os nosso colegas de trabalho com as amarguras das nossas vidinhas, podemos reduzir os artistas a meros caprichosos que devem morrer na miséria pois ganhar dinheiro da Arte é prostituição, podemos ser parvos mesmo quando tentamos, com tanta convicção, não o ser. Ou podemos pensar e tentar aceitar que outros pensem e façam diferente e que tenham orgulho manifesto em sobreviver para um dia tentar viver em plenitude, sem vergonha do que somos, do que ganhamos, do que pagamos, do que bebemos e comemos, dos nossos carros e casas, sem vergonha do que sou que é mais do que a soma das desfeitas que me fizeram. Pode ser horrível emigrar aos 65. Não menos horrível seria desistir aos 40.

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45 comentários

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De Venetta(digoquemevainela) a 26.02.2014 às 04:15

Conversa!(tens uma pouca).Amas arte, és artista?!(tenho sérias dúvidas...)mas porque que porra os \"artistas\"tem de viver exclusivamente da \"arte\" e não podem trabalhar como os simples \"não artistas\"?!Se todos fossem como eu bem tinham de ir apanhar azeitona, de mim não levais uma coroa.Dás uns grunhidos ao microfone, os teus amigos fazem xiqueiro com umas guitarras, recebem para isso e ainda se queixam?!E os que andaram no campo ao sol e frio rigoroso como os meus avós para dar de comer aos filhos, cara¥¥¥?!Ide-vos fo¥¥er todos!Farta da conversa de \"pseudo- satânico-intelectuais da treta.
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De FOAD a 26.02.2014 às 10:46

foda-se.. não entendo como alguém consegue ser tão burro caralho... A sério!!
"(...) mas porque que porra os \"artistas\"tem de viver exclusivamente da \"arte\" e não podem trabalhar como os simples \"não artistas\"?!Se todos fossem como eu bem tinham de ir apanhar azeitona, de mim não levais uma coroa.Dás uns grunhidos ao microfone, os teus amigos fazem xiqueiro com umas guitarras, recebem para isso e ainda se queixam?!(...)"

Limpa à boca (dedos ) que tá cheia de merda pá, insultas todos os artistas do país, monte de merda, nem sequer estava para perder tempo a explicar que:
se fores um escritor, ou pintor, ou músico, ou actor e o puderes ser a tempo inteiro ( qual é o mal nisso? só quer dizer que és reconhecido ) , não tens tempo para ter um trabalho de "gente normal" como tu! Se, pela tua lógica de merda, não for remunerado, simplesmente morres à fome!!

Foda-se, fazes-me lembrar aquela puta mulher do palhaço cavaco, a quem o Herman José perguntou uma vez:
"Então e quando é que escreve um livro?"
e aquela bosta andante, que bem podia ter sido tua professora respondeu:
"Ai.. nunca me passou pela cabeça deixar de trabalhar!!"

então e olha lá, um professor que gosta e se diverte a leccionar devia ser remunerado?? segundo a tua lógica não..
Ainda vais a tempo de meter essa cabeça cheia de merda a pensar!!
já agora se fores puta e gostares de o ser, devias arranjar um trabalho normal.. que é isto de trabalhar no que se gosta e ser remunerado não é para a plebe.. pfff..

Bem que eu gostava de poder ser um artista e não ter que trabalhar!
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De Abel Campiao a 26.02.2014 às 15:41

Não é artista porque não quer.
Nem toda a gente é astronauta, nem toda a gente é padeiro, nem toda a gente é parva.
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De não é artista quem quer a 26.02.2014 às 15:46

disse o arnaut numa entrevista

e é verdade só é artista quem na loja vende

vê se aprende

com o pai e mãe do sns

ou da ss

uma merda dessas

tamos já nos 35?
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De e há um erro qu'eu enterro a 26.02.2014 às 15:49

nem toda a gente é parva?

esta é da sua lavra

diz a palavra

que tudo agrava

que toda a gente é parva e ninguém é asisado

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De Pedro a 26.02.2014 às 18:24

Vendetta: diz-nos a todos sff qual é a tua banda para percebermos de onde vem esse ódio todo. Obrigado
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De l.m.gonçalves a 27.02.2014 às 11:11

Palavra que tanta palavra se usou neste comentário que de toda a palavra usada nada de proveitoso se retirou.
Mais que a gritante iliteracia e o desconhecimento total face à realidade artistica, que com tão pouca propriedade discorre sobre, o excelso autor "Venetta(digoquemevainela)" demonstra porque é tão necessário que exista Arte. Quem diz Arte diz Educação. E engraçado! Elas até andam sempre de mãos dadas. Ambas devem existir sempre e possuir uma natureza diversificada. Se assim não for corre-se o risco de formarmos mentecaptos como o supra referido comentador.
Mais se acrescenta que o Fernando Ribeiro terá mais propriedade para "grunhir" ao micrófone, pois o que diz é fruto de uma reflexão cuidada sobre a realidade, ou não fosse prova disso a sua passagem pelo curso de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. O mesmo não se poderá, suponho, dizer deste comentador para escrever o que seja. "Xiqueiro", deixe-me que lhe diga fez a sua mente quando teve a luminosa ideia de exercer do seu direito de liberdade de expressão, que sua excelência nem sequer deve conhecer onde a mesma vem plasmada.
Ainda refiro o facto de que não é pelo facto de usar o vernáculo camoflado com pertensas intenções de puritanismo saloio que ele deixará de ser vernáculo.
Termino dizendo que, já estou cansado de ter de ser confrontado com gente, gentinha, gentalha, que não se fundamenta, não reflecte, desconhece e por isso reaje de maneira preconcebida e preconceituosa relativamente a tudo e mais um par de botas. É lamentável viver num país onde a iliteracia, o analfabetismo e a falta de cultura é motivo de gaudio social. Apanhar azeitonas é de facto uma profissão nobre e necessária. Mas não me recordo, de todas as pessoas que conheci e que andavam na faina, de algum dia ter encontrado alguém que menospresa-se o trabalho, artístico, ou outro, e que apresentasse uma visão tão estreita da realidade. Farto de "pseudo-pessoas" que ademais têm a leviendade de se orgulhar de o buzinar aos outros sem nenhum senso do rídiculo que elas representam.

Para o Fernando. Lamento que façam os comentarios aos quais, este em particular, me tenho que insurgir. Ouvirei sempre a tua música principalmente porque adoro metal. E adoro o que escreves. Principalmente a ficção. Continua o bom trabalho que tens desenvolvido e muita força, sorte e felicidade para o teu futuro e dos Moonspell.
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De Venetta a 26.02.2014 às 04:34

Já agora, que raio de blog é este que publica duas vezes o que escrevi?lol
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De l.m.goncalves a 27.02.2014 às 13:22

Palavra que tanta palavra se usou neste comentário que de toda a palavra usada nada de proveitoso se retirou.

Mais que a gritante iliteracia e o desconhecimento total face à realidade artistica, que com tão pouca propriedade discorre sobre, o excelso autor "Venetta(digoquemevainela)" demonstra porque é tão necessário que exista Arte. Quem diz Arte diz Educação. E engraçado! Elas até andam sempre de mãos dadas. Ambas devem existir sempre e possuir uma natureza diversificada. Se assim não for corre-se o risco de formarmos mentecaptos como o supra referido comentador.
Mais se acrescenta que o Fernando Ribeiro terá mais propriedade para "grunhir" ao micrófone, pois o que diz é fruto de uma reflexão cuidada sobre a realidade, ou não fosse prova disso a sua passagem pelo curso de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. O mesmo não se poderá, suponho, dizer deste comentador para escrever o que seja. "Xiqueiro", deixe-me que lhe diga fez a sua mente quando teve a luminosa ideia de exercer do seu direito de liberdade de expressão, que sua excelência nem sequer deve conhecer onde a mesma vem plasmada.
Ainda refiro o facto de que não é pelo facto de usar o vernáculo camoflado com pertensas intenções de puritanismo saloio que ele deixará de ser vernáculo.
Termino dizendo que, já estou cansado de ter de ser confrontado com gente, gentinha, gentalha, que não se fundamenta, não reflecte, desconhece e por isso reaje de maneira preconcebida e preconceituosa relativamente a tudo e mais um par de botas. É lamentável viver num país onde a iliteracia, o analfabetismo e a falta de cultura é motivo de gaudio social. Apanhar azeitonas é de facto uma profissão nobre e necessária. Mas não me recordo, de todas as pessoas que conheci e que andavam na faina, de algum dia ter encontrado alguém que menospresa-se o trabalho, artístico, ou outro, e que apresentasse uma visão tão estreita da realidade. Farto de "pseudo-pessoas" que ademais têm a leviendade de se orgulhar de o buzinar aos outros sem nenhum senso do rídiculo que elas representam.

Para o Fernando. Lamento que façam os comentarios aos quais, este em particular, me tenho que insurgir. Ouvirei sempre a tua música principalmente porque adoro metal. E adoro o que escreves. Principalmente a ficção. Continua o bom trabalho que tens desenvolvido e muita força, sorte e felicidade para o teu futuro e dos Moonspell.
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De k. a 26.02.2014 às 09:53

Dois temas:

O ajuste directo, apoio do estado aos artistas


1) Ajuste directo:
- Conceptualmente, o "ajuste directo" foi desenhado por questões de expediência e materialidade. Isto é, não faz muito sentido uma Autarquia, por exemplo, ter de abrir um concurso público para contratar a compra de bolas de berlinde para uma recepção, por exemplo. O concurso público é uma figura demasiado complexa para isso. Portanto, dentro de certos limites,

O problema do ajuste directo é que é abusado. "Materialidade" para o Estado significa largos milhares de Euros. Ora isto permite que efectivamente, o ajuste directo possa ser usado para "recompensar" amigos, e comprar votos. Afinal, se eu me candidatar a uma junta e ganhar porque o padeiro da localidade é muito influente e me ajudou, se eu passar a encomendar o pão sempre da padaria do homem.. não estarei a fazer nada de ilegal. É um ajuste directo.

Não estou a dizer que a figura conceptual seja má: Apenas que é abusada. Para diminuir esse abuso, devia entrar em cena a (muito falada) Sociedade Civil. Esta só é mencionada quando se quer privatizar alguma coisa ("a sociedade civil faz!"), mas a sociedade deve ser todos nós a protestar contra os abusos dos políticos. Porque o poder político vem de nós. Eles servem-nos a nós, não se servem de nós. E já agora, o dinheiro que eles usam é nosso.


2) Apoio do Estado aos artistas
Concordo plenamente: Há uma diferença entre apoiar e sustentar artistas. Sou completamente contra o sustento pelo Estado dos Artistas. Isso é o que acontece em Cuba, onde por isso, a têndencia artistica de apresentar visões diferentes do mundo é suprimida. O Estado a apoiar as Artes é um caminho para o Totalitarismo.
No entanto, nem 8 nem 80. Apoiar algo, apesar de criar uma distorção de mercado, não significa controlo total. E o Estado pode apoiar as à priori, sem controlar o Output destas artes. Por exemplo, isentando actividades culturais de IVA, ou pagamento de taxas. Isto é perfeitamente exequivel, assumindo é claro, que há vontade política para tal.
Ora essa nem sempre existe - especialmente porque é fácil pintar os artistas como uma cambada de parasitas pseudo intelectuais. O mesmo se passa com Investigadores, por exemplo. Não se trata de uma questão financeira, sequer - é uma questão de que são alvos fáceis para argumentar "que o governo é rigoroso no controlo das contas", ou que "existem pessoas a ter apoios que não merecem".



Assinado:
pseudo nerd ateu
Ou se preferirem, Licenciado em Economia pela Universidade Católica, Analista expatriado numa Empresa Global de Cosmética
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De Renato a 26.02.2014 às 10:09

Não sei se percebi o seu comentário. Apenas admite o apoio á arte através de financiamento indireto como isenções de IVA? Sabe qual é o orçamento do equivalente americano da nossa secretaria de estado da cultura? Isto só a nível federal. E sabe quanto pagam os estados e as administrações locais nos Estados Unidos para apoio às artes, incluindo música, teatro, etc? Sabia que não existiria cultura na grande maioria das pequenas e médias cidades americanas se não fosse o financiamento direto público e que mesmo grandes cidades, como Nova Iorque, têm grande apoio, seja federal, seja estatal ou da city, para isso? É que ao contrário do que muitos pensam, as receitas de bilhetes e o mecenato privado lá apenas cobre uma pequena percentagem do sustento da cultura. A não ser que apenas considere os concertos pop/rock ;). Curiosamente, há até quem pense que as grandes universidades e centros de investigação americanos vivem de dinheiro das patentes e serviços prestados e de mecenato ;)
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De k. a 26.02.2014 às 10:40

Sou favorável a apoios do Estado às artes, desde que estes sejam feitos de forma a que não seja condicionado o Output.

Sou desfavorável a outros tipos de apoios.


O que os Americanos fazem não me é particularmente relevante, gosto dos Americanos mas sou Português.
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De Renato a 26.02.2014 às 11:26

Você foi muito enfático quando disse que não admitia o sustento pelo Estado dos artistas. Parece que isso leva ao fascismo, totalitarismo, etc. Isenções ou reduções de IVA, ainda vá, como se fiosse a hotelaria. Ora, eu expliquei-lhe que o sustento dos artistas é uma coisa normal e dei o exemplo dos Estados Unidos. Apenas um exemplo do que acontece em todo o mundo, onde a cultura não sobrevive sem o Estado. Quem diz cultura, diz ensino, investigação, etc. Mas em Portugal, portanto, o apoio do estado deve limitar-se a isenções de IVA, para não corrermos o risco de nos tranformamos na Coreia do Norte, é isso? Os Moonspell não devem ser pagos pelo Estado, nem o Teatro Nacional de São Carlos, ou as diversas orquestras e teatros, ser subsidiados, sob risco de nos ficarmos como a Coreia do Norte. Reduzia-se o IVA nos bilhetes e basta. é assim?
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De k. a 26.02.2014 às 11:38

Não, não é assim. Dai eu ter escrito "por exemplo". Por favor leia antes de comentar.

O que escrevi (e vou reescrever, talvez para dar mais claridade) é que se o Estado deve apoiar actividades Culturais, não deve fazer esse apoio de modo a que possa condicionar o output cultural. Porque se o puder fazer, possivelmente vai mesmo faze-lo. E ai a cultura deixa de ser livre, e passa a estar ao serviço da politica. He who has the gold, makes the rules.

Além disso, há objectivamente questões de equidade social no apoio a actividades culturais. Se o Estado tirar dos impostos de todos nós para subsidiar uma actividade cultural que apenas pessoas mais ricas assistem (por exemplo, uma Ópera), estará objectivamente a tirar dos mais pobres para dar a mais ricos, por exemplo.
Não estou a dizer, mais uma vez, que o Estado não deva apoiar a cultura. Apenas que tem de haver muito cuidado como o faz.

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De Renato a 26.02.2014 às 11:53

Você disse "Sou completamente contra o sustento pelo Estado dos Artistas". Ora, o IVA é um exemplo de apoio pelo Estado sem financiamento direto (o sustento) dos artistas. Vamos então afastar o sustento dos artistas pelo Estado, coisa que você não admite. Afinal, que outros admite, para além do exemplo do IVA? Deduções no IRS ou IRC?
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De Nunes a 26.02.2014 às 14:02

só os ricos ouvem ópera. só os pretos ouvem rap. só os lisboetas ouvem fado. só os fachos ouvem metal. só os comunas ouvem o tordo. só os campónios ouvem pimba. só os pseudo-intelectuais ouvem jazz. só os velhos ouvem clássica.
e que tal menos preconceitos?

Assinado:

Nerd Ateu

Ou se preferirem, Mestre em Engenharia, Modelador numa empresa petrolífera, doutorando, e com capacidade de também se armar ao pingarelho.
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De k. a 26.02.2014 às 15:19

"De Nunes a 26.02.2014 às 14:02"

Em lado nenhum afirmei isso. Utilizei um exemplo, é diferente.
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De mestre em engenharia de berlengas lengas a 26.02.2014 às 16:13

com Tordo

Acordo

e Concordo

que mestres engenheiros

ouvem merdas várias

de graça

e por trinta dinheiros

na desgraça

por vezes operárias

por vezes burguesas

por vezes ao metro

ou mesmo em toesas

e no tal decreto

que em poste se aposte

e que ao poste riposte

dizem que estão a dizer

mas estão a escrever

e dizem por esmoler

que pobre também tem pai

e assis à ópera vai

mesmo de barriga vazia

pois ópera cura a azia....

bem me parecia



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De Renato a 26.02.2014 às 09:54

Fernando Ribeiro, você fez ali em baixo um post a dizer que nunca teve ajustes diretos. Vem agora com uma longa conversa a dizer que sim, e no entanto, mas, contudo, etc. Mas alguém aqui é parvo? Fez ou não fez, afinal? Recebeu ou não dinheiro de contratos por ajuste direto? Que aquele dinheiro todo não entrou na sua conta, já se sabia. Aliás, o Fernando Tordo, quando o acusaram disso, esclareceu que não tinha ficado rico com o que recebeu do Estadoe explicou alguns pormenores. Você, nessa altura, não disse uma palavra em seu apoio, nada. Entrou na onda e quis demonstrar que é diferente do Tordo, o dependente do Estado. Porque o Fernando Ribeiro é um músico independente, livre, que não precisa do Estado para nada e que anda num carro velho e come comida da véspera. Vem agora queixar-se que os seus leitores não o compreendem? Eu acho que os seus leitores o compreendem muito bem. Mas não se preocupe que os seus fãs o vão sempre distinguir do Tordo, você é um herói, o último artista totalmente independente.
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De k. a 26.02.2014 às 10:38

Existe uma diferença entre facturar e receber.....
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De Renato a 26.02.2014 às 11:00

Talvez perceba disto melhor do que você. Estou no privado e já trabalho em contratação pública há cerca de vinte anos. Não sei se você ou o Fernando Ribeiro se preocuparam em esclarecer essas nuances quando a patrulha se lançou ao Tordo. Acenderam a fogueirinha e quiseram mantê-la acesa e agora querem apagá-la?
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De k. a 26.02.2014 às 11:28

Eu não escrevi o post, nem acendi fogueira nenhuma, parece-me que outros a acenderam; O post original versa sobre o Fernando Ribeiro (que eu não conheço de lado nenhum) afirmar que nunca fez dinheiro com a sua música pelo Estado, e não fazer muito dinheiro em geral, e isso não o fez sair de Portugal.

De repente pegaram na ideia do "ajuste directo" para bater no post; Mas essa nunca foi a ideia original do post.



Você está no privado? Fixe, eu também.

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De Renato a 26.02.2014 às 11:48

Pois. Parece que a malta descobriu agora os "ajustes directos". O Tordo abriu a boca, descobriram os ajustes directos. Tudo a ir ver quanto ganhou o Tordo em ajustes directos, manchetes de jornal, etc. Lá teve de vir o Fernando Ribeiro demarcar-se, dizendo que ele não senhor, nunca teve ajustes directos nem qualquer apoio. A banda do Fernando é diferente. Ora, eu agora fiquei curioso para saber quanto ganharam os Moonspell, desde a sua fundação (não apenas a partir da criação do portal da contratação pública), de dinheiro dos contribuintes, em financiamento directo e quando lhes serviu a promoção na rádio e televisão públicas, tudo também pago por impostos pagos por mim e por outros, etc. Você não está curioso?
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De oladolunar a 26.02.2014 às 13:58

Caro K e Renato. Obrigado pelo vosso input especializado neste discussão. Renato: relevando a sua ironia, devo dizer que sim, que sou e que me afirmo como um artista independente, no mercado através de uma orientação que é elaborada por nós e pelos parceiros que escolhemos para gerir a nossa carreira. Não me interessa nada se isto soa "heróico" e "utópico" é algo em que acredito e pelo qual me bato todos os dias, independentemente do que o Renato possa pensar ou cerificar pela sua experiência. Não tenho também de prestar contas a ninguém, já que, por exemplo, ao contrário de muitas actividades se podem consultar online (e ainda bem) os valores das contratações. O que luto é contra a ideia de que existe um certo parasitismo artístico, o que me incomoda e muito. Falo em nome próprio, mas sei que existem muitos músicos que concordam comigo mas não se manifestam por medo de "levar na cabeça" como tem acontecido comigo aqui neste blog e em muitas outras ocasiões. Sim fui contratado pelo e pago pelo Estado como é facilmente consultável, embora nunca tenha dito o contrário, referindo-me nos meus posts muito mais a subsidios, avenças etc do que a cachets. Se quiserem insistir e demonizar a figura do ajuste directo quase como um suborno ou uma espécie de luvas, à vontade, mas não deixa de ser falacioso. Remeto para a explicação de K. acerca da figura do ajuste directo, preferindo eu, por ser exactamente o que se passa comigo e com outros artistas, falar em contratações. Se não concordamos, ainda bem, pelo menos eu não utilizo suposições sempre carregadas de suspeitas e entenderia melhor o Fernando Tordo se tivesse emigrado por causa deste contexto e mentalidade expressa por cidadãos, do que por elementos do Governo. Isso, para mim, é mil vezes mais aflitivo e, indubitavelmente, uma fonte de preocupação para os artistas na sua totalidade já que este é um país que na sua maioria não os respeita, os desqualifica, os mete todos no mesmo saco, e por aí fora. Uma espécie de vortéx negro que infelizmente se alastra a àreas como a Ciência, Tecnologias, etc. e provoca a emigração.

De resto, ficarei por cá, nem herói, nem vitima, mas lutando sempre contra o preconceito que existe com intensidade contra quem não tem uma actividade "respeitável" que tem dimensões gigantes em Portugal e que só pela sua revelação valeu a pena inaugurar este blog.

Agradeço também as palavras de apoio e as tentativas de discussão séria e elevada que foram bem mais numerosas, apesar do negativismo, ser, por todos nós, não sei porquê, mais notado.

Finalmente: como tenho de trabalhar ( sim, ouviram bem) não poderei comentar sempre directamente. Mas estou por cá e por cá ficarei, independente sim, quer se goste, acredite ou não.
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De Renato a 26.02.2014 às 14:46

É isso tudo e mais um par de botas, Fernando. Mas estamos a perder de vista como isto tudo começou. O Fernando Tordo disse que ia embora e fez críticas ao governo, por causa da sua politica cultural. Muita gente emigra, fazendo críticas ao governo por não poder aqui ganhar a vida, músicos, carpinteiros ou engenheiros. Concorde-se ou não, é um desabafo como qualquer outro. Acontece que quando o Tordo disse isso, começaram a vasculhar os seus contratos. Descobriram essa coisa extraordinária de que existiam ajustes diretos para o Tordo. Foi um regabofe, que o Tordo é um chupista, um subsidiodependente, etc. Até o filho levou, por ter publicado uma carta ao pai. O Fernando Ribeiro veio então dizer que não era como o Tordo. Não senhor, nem apoios nem ajustes diretos. Tenho um carro velho e não sei quê. Admito agora que a contratação não passava por si e que o Fernando nem sabia o que é um ajuste direto. Mas caiu mal a sua atitude. A mim, caiu. Com os seus fãs, não se preocupe. Mas se quer fazer moralismo com o que os outros fazem ou ganham, se quer julgar os outros, abre a porta para querermos saber tudo sobre os seus contratos, em nome dos moonspell, feitos por agentes, produtores, empresa que eventualmente tenha, etc. estejam, ou não, no portal da contratação pública. Pode ser? Não pode? Esqueça, Fernando Ribeiro, na verdade, estou-me nas tintas.
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De erro pá Fernando das Sesmarias a 26.02.2014 às 15:39

Seis Marias fazia primeiro

Tordo tal como Carlos do Carmo

é um artista politiqueiro

é servo de um regime todo inteiro

teve programa de televisão

pago a milhão

é como o Rui do theatro Nacional

que recebe bem

mas diz também

que recebe mal

tinha reforma de 426 contos nos anos 90

e agora diz que só recebe 270....

o rui das telenovelas várias

ser artista em portugal

é como tudo afinal

vive-se de mecenas e doutras cenas

de cu romper juventudes d'Athenas

de sobreviver a Pinho que disse ao outro que tinha antenas

e nem eram anthenas das pequenas
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De Calos a 26.02.2014 às 10:11

Boa! Gosto muito da forma como escreves e é bom ter-te aqui para te ler de vez em quando.

PS - Não te deixes intimidar com um ou outro comentario menos simpatico. Faz parte da nossa condição de seres humanos esta coisa de "ter sempre algo de desagradável a acrescentar", mas como esta casa é tua, quem não está bem, saia.
Boa escrita!
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De PedroC a 26.02.2014 às 11:52

Boas Fernando.

Para começar fico completamente estupefacto com alguns dos comentários que já li por aqui. Infelizmente há muita gente possivelmente 'revoltada' por nunca terem conseguido nada da vida e que sobrevivem a deitar os outros abaixo e dizendo tudo de quanto é mal em vez de fazerem algo de positivo e construtivo na vida.

Eu sou daquelas pessoas que tenho o Fernando em grande conta, respeitando-o tanto a nível profissional como pessoal. Admiro-o pelo ar do 'tipo porreiro' que tem, da sua boa onda, mas principalmente da pessoa culta que o Fernando é. Ainda para mais tendo que levar a toda a hora com o 'rótulo' do aspecto de metaleiro que tem. A sociedade é feroz. É de valor, e aliás, já levei amigos a ficar com a mesma opinião que a minha depois de lerem diversos textos seus.

Quanto ao que aqui se tem comentado, há que distinguir que este é um blog de opinião pessoal. Quem não gosta é óbvio que pode dar também a sua opinião e entrar na 'discussão', mas tornar uma opinião em ataques é de muito baixo nível.

Orgulho-me de ter a colecção completa dos Moonspell, não roubada, e sempre que posso, de estar nos seus concertos. Sejam pagos ou não. Quanto a este assunto lembro que os Moonspell são das bandas portuguesas que mais fazem pela vida e levam o nome de Portugal além fronteiras. Tenho um enorme prazer em ver vídeos de concertos lá fora e ouvir o público a gritar bem alto pelos nossos Moonspell. Muito raramente os Moonspell fazem um concerto no nosso país, quanto mais pago pelas autarquias, concertos estes de que a maioria das pessoas não fazem a menor ideia de tudo o que envolve em termos logísticos e de pessoal e dos custos que tudo isto acarreta. Pagando todos os custos dos mesmos não acredito que sobre assim tanto para cada músico. E para mais quando hoje em dia só se sobrevive dos espectáculos e não da venda de discos. Agora, dizendo mal dos Moonspell por fazerem um concerto ou outro, raros, pagos por autarquias ou outros, acho de muito mau tom. Quantos e quantos espectáculos de música pimba (esperem, música popular) são feitos anualmente por esse país fora pagos por todos nós!? E não ando por aí a criticar isso, são gostos, e tenho que aguentar que é esse tipo de música que este país mais consome.

Quanto ao que foi dito em relação à Sónia só tenho a dizer que que eu saiba ela tem um contracto com uma entidade privada, pelo que, ninguém tem nada a haver com o valor que lhe é pago. Inveja, será!? Poderíam sim ter direito a criticar se fosse a RTP a pagar-lhe.

Há que dar valor sim aos comentários construtivos que aqui se fazem. Opiniões há muitas, respeitem-nas!

Muita força Fernando, felicidades para este novo espaço.

Vêmo-nos por aí num futuro concerto.
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De Rikas a 27.02.2014 às 16:07

"Quantos e quantos espectáculos de música pimba (esperem, música popular) são feitos anualmente por esse país fora pagos por todos nós!? E não ando por aí a criticar isso, são gostos, e tenho que aguentar que é esse tipo de música que este país mais consome."

Se são pagos por TODOS nós então aí sim devem ser criticados...ou agora andamos a descontar para o Tony Carreira e não é pouco...o clã Carreira mama solenemente nas festas camarárias...

É só ler...

http://madespesapublica.blogspot.pt/2014/01/os-25-anos-de-tony-carreira-incluindo-o.html
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De João Pedro a 26.02.2014 às 14:23

" podemos chamar queixinhas e chorões aos outros e depois massacrar os nosso colegas de trabalho com as amarguras das nossas vidinhas, "

foi exactamente o que você fez no post anterior

e mentiu quando disse que "nunca recebeu dinheiro por ajustes directos". mentiu ou não mentiu ?
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De João Pedro a 26.02.2014 às 14:27

Você demonstrou desde sempre uma grande falta de respeito pelos seus colegas artistas portugueses, com ataques gratuitos da sua parte a Buraka, ao Sam the Kid e agora contra Fernando Tordo.

Diga-me lá, qual foi o crime do Fernando Tordo? Ter tocado nas festas da aldeia a troco de dinheiro, como os Moonspell fizeram tantas vezes ? Ter criado uma empresa para gerir os seus próprios espectáculos como a La Folie Gift que gere os seus amália hoje ? Ter escrito um post no facebook lamentando-se de ter que ir viver para o brasil ? Porque é que o atacou afinal?

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De Alysson a 26.02.2014 às 14:29

Perfeito Fernando! Não sou grande conhecedor ou apreciador dos Moonspeel, mas raramente vejo pessoas ligadas a arte terem pensamentos tão lúcidos.

O artista, assim como todo trabalhador que se valoriza, tem de fazer pela vida, buscar seu espaço, ser pago e procurar público. Não ficar sentado, acomodado, a esperar o estado se mover.

Força nisso e parabéns!
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De pen sa mento's lucidus? a 26.02.2014 às 15:19

deve ser boa a erva

e não t'enerva?
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De Miclas Costa a 26.02.2014 às 15:16

Faço ajustes diretos todos os dias e é ÓBVIO que um ajuste directo é a forma transparente de contratar um artista para tocar em determinada festa, desde que financiada por entidades públicas.

O problema foi teres enchido a boca com esse discurso fácil do ajuste direto que é dito por quem n faz a mínima ideia do que está a falar. Agora, pela boca morreu o peixe.

É claro que um artista deve ser pago pelo trabalho que faz, mas n percebeste que tu e o Tordo estão no mesmo saco e que a tua choraminguisse saiu-te furada.

Pensei que ser artista era fazer tours nos States sem receber nada em troca.

Pensei que ser artista era ir em tourné com um filho com apenas 18 dias (que aberração, isto é motivo de vergonha...)

Populismos pagam-se. Foste por esta via, agora pegas na obra de António Calvário e faz o Calvário Hoje.
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De e fazes diretos nos directos? a 26.02.2014 às 15:21

e o ajuste com c fica mais caro

isso é assaz raro

claro

que com c....já se vê

falta só aro

pra ficar bué de caro

e falta alho

pra ficar caro comu caralho?
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De faço o calvário hoje? a 26.02.2014 às 15:24

não é que m'enoje

mas hoje fazer o calvário

dá um custo salafrário

e ser pregado em cruz

não me seduz

nem sequer ire ós cus

como o tal carlos no calvário de jesus
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De JASUS calvário é de truz caro era otário a 26.02.2014 às 15:30

caro era romano também meu bem

cigarra deve ser grega

cigarra ao vil metal não s'apega

nem banqueiro hebreu tem

UM BOM TUBARÃO DAS LETRAS DEVE SABER QUE O PHODER JOGA-SE COM AS BRANCAS E COM AS PRETAS NUM XADREZ TALVEZ DE PETAS

PHODER O PODER É SABER FODER BRANCAS E PRETAS MESMO QUE SEJAM PERNETAS
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De bolas 36 comentários a 26.02.2014 às 15:43

inda há pouco há poucochinho

tinha 38 no caminho

ou no carrinho

fiquei sozinho

sem comentário de carinho

e ódespois avoei

e há quem no poste

aposte

e inté goste...

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